Em um cenário em constante transformação, compreender a realidade dos empréstimos no Brasil é fundamental para tomar decisões financeiras seguras e conscientes.
Neste artigo aprofundado, vamos desvendar mitos, confirmar verdades e oferecer orientações práticas para quem busca crédito.
Em setembro de 2025, o mercado brasileiro atingiu um marco histórico: valor total dos empréstimos pendentes alcançou R$ 6,8 trilhões, o maior patamar desde dezembro anterior. Desse montante, R$ 4,3 trilhões referem-se a crédito para famílias, enquanto R$ 2,6 trilhões correspondem a crédito corporativo.
Nos últimos 12 meses até setembro, o crédito para famílias cresceu 11,0%, e o corporativo, 8,7%. O incremento mensal de 1,1% em setembro foi o maior do ano, resultado da demanda aquecida por capital de giro e consumo.
Considerando o crédito ampliado ao setor não financeiro, o saldo chega a R$ 19,7 trilhões, equivalentes a 159% do PIB em agosto de 2025. Esses números refletem expansão acelerada do acesso ao crédito em diversas camadas da sociedade.
O mercado brasileiro oferece diferentes modalidades de empréstimo, cada uma com características específicas de taxa, garantia e prazo.
Escolher a modalidade certa pode significar economia de milhares de reais ao longo do contrato.
As taxas de juros são o principal fator que determina o custo final de um empréstimo. Em fevereiro de 2025, a taxa média livre para famílias foi de 56,3% ao ano, e a média geral dos bancos ficou em 43,7% ao ano.
Empréstimos pessoais podem variar a partir de 1,49% ao mês, dependendo do histórico e relacionamento com a instituição. No consignado e com garantia, as taxas são mais atrativas, pois o desconto direto reduz o risco de inadimplência para o credor.
Comparar ofertas e simular o Custo Efetivo Total (CET) é passo essencial para identificar a opção mais econômica.
A desinformação faz proliferar crenças equivocadas. Vamos confrontar as mais populares:
Além de dissipar falsos mitos, vale reforçar o que realmente funciona:
Golpistas se aproveitam da urgência de quem precisa de dinheiro. Fique atento:
Pedidos de depósito antecipado são ilegais e indicam fraude. Ofertas com juros muito abaixo do mercado devem acender o alerta.
Verifique sempre a autorização da instituição junto ao Banco Central e fuja de mensagens não solicitadas em redes sociais ou apps de mensagem.
Desde 2007, o crédito cresceu, em média, 1% ao mês. O maior avanço mensal foi de 3,7% em setembro de 2008, e a pior queda, -1%, em janeiro de 2017.
O estoque de crédito está crescendo aceleradamente desde 2024, impulsionado pela digitalização dos serviços financeiros e pela inclusão de novos perfis de tomadores.
Para quem está negativado, há opções como consignado e antecipação do FGTS. Essas modalidades costumam aceitar restritos, pois apresentam menor risco para o credor.
Empréstimos com garantia de imóvel oferecem prazos longos e juros menores, ideais para projetos de grande porte, como reformas ou investimentos empresariais.
Antes de assinar qualquer contrato, siga estas etapas:
Com informação e cautela, é possível usar o crédito como ferramenta de crescimento pessoal e financeiro, evitando armadilhas e aproveitando ao máximo as oportunidades disponíveis no mercado brasileiro.
Referências